Descubra quais são as cidades europeias que se voltaram contra o Airbnb

Quem nos acompanha deve lembrar que já comentamos sobre  lugares que estão negando turistas. Parece que agora quem entrou na lista negra das cidades europeias foi o Airbnb. Apesar de ser uma mão na roda para muitos visitantes algumas cidades europeias estão contra o serviço de hospedagem. O motivo? A plataforma estaria propiciando o saturamento de turistas.

O aumento do fluxo de pessoas após o lançamento Airbnb é inegável. Em 2008, a cidade de Reikjavik, por exemplo, recebeu 450 mil turistas. Atualmente, são 2,5 milhões anuais, segundo Sigurdur Bjorn Blondal, vice-prefeito.

Cidades europeias contra Airbnb

Um grupo formado por Madri, Barcelona, Bruxelas, Paris, Cracóvia, Viena, Reikjavik e Amsterdã deseja que a Comissão Europeia exija da plataforma o compartilhamento de dados de seus clientes. Não há dúvidas que a medida pode prejudicar seriamente o negócio. Isso porque os viajantes poderiam negociar diretamente com os locadores, colocando em risco o percentual de reserva cobrado pelo Airbnb.

Apesar de muitos argumentarem que o turismo traz benefícios financeiros, o grupo de cidades discorda e propõe a criação de barreiras. Representantes das cidades concordaram em enviar uma carta para Bruxelas com o objetivo de manter o equilíbrio entre a proporção de moradores e turistas.

Não estão na lista

Berlim e Londres não participam da lista, mas também receberão a proposta. Sobre a polêmica, o Airbnb enviou um comunicado dizendo que “trabalha com mais de 300 prefeituras para esclarecer as regras dos aluguéis administrados. Enquanto outras empresas, como a HomeAway, Tripadvisor, Expedia e o Booking.com nada fazem, nós defendemos um crescimento responsável”.

 Laurens Ivens, vice-prefeito de Amsterdã e anfitrião do grupo, defendeu a proposta. “Em virtude da proteção de dados, o Regulamento Europeu permite que o Airbnb e as demais mantenham o anonimato do responsável pela casa e dos endereços no aluguel. Todos os produtos têm normas de qualidade e só pedimos o mínimo exigível: um registro com um número para saber quem aluga, que pode ser incluído na página da Internet da empresa”, disse ele.

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