Você sabe como as companhias aéreas decidem os snacks servidos nos voos?

Comida de avião: há quem adore e quem odeie. Mas você já se perguntou como as companhias aéreas escolhem o que entra e o que sai do menu do avião?

Como surgiram os snacks durante o voo?

Apesar de atualmente os lanches em voo já serem parte da rotina, eles são uma adição relativamente nova ao setor. Durante a maior parte da década de 1950 e 1960, as companhias aéreas serviram grandes refeições. Os snacks durante vôos surgiram após a americana Southwest criar em 1970 a “tarifas de amendoim” e passar a  disponibilizar amendoim para petiscos.

Na verdade, os lanches eram uma forma de reduzir os custos operacionais. Mas, com o passar dos anos as a medida passou a ser praticamente uma norma, especialmente em voos domésticos.

Como a escolha é feita?

Obviamente que o custo é um dos principais pontos na hora da decisão. Mas, vários são os fatores levados em consideração na hora as empresas escolherem as refeições.A maioria das companhias aéreas tem equipes de produtos dedicadas que consideram tudo, desde gosto e transportabilidade até a demanda, sourcing e branding dos clientes. 

Comidas típicas

Entre eles está a decisão de oferecer algo típico da alimentação cotidiana da população. Por exemplo: a Air New Zealand distribui os doces de marca fabricados pela Oakers Confectionary, com sede em Auckland. A Swiss Air distribui diariamente aproximadamente 45.000 chocolates de 14 gramas feitos pela Chocolat Frey. Já a Turkish Airlines oferece seus folhados, que são na verdade delícias turcas.

Disponibilidade

Variáveis ​​como ingredientes mais acessíveis e o que os fornecedores terceirizados podem oferecer dita o que você pode encontrar a bordo. A Hawaiian Airlines oferece nozes de macadâmia indígenas de suas ilhas. A colombiana Avianca serve biscoitos cheisy achiras del huila. Tais escolhas provavelmente são caras ou inviáveis para outras companhias.

Peso

As companhias aéreas também têm que considerar o peso. Cada amendoim pesa, e quanto mais pesado o alimento, mais custa para alimentar esse voo. Uma curiosidade: em 1987, a American Airlines cortou uma azeitona de cada salada. Com isso a empresa economizou US $ 40 mil por ano.

Branding

Snacks também são selecionados com base em como eles se encaixam na marca da companhia aérea. Alguns são tão entrelaçados com a identidade principal da companhia aérea que foram incorporados em taglines, como “Nuts about Southwest”.

Fatores culturais

As companhias aéreas escolhem lanches com base em fatores culturais. Isso inclui o que é representativo de uma região em particular, seja onde eles estão ou para onde estão voando. A Emirates, por exemplo, serve pizza para um lanche em vôos dos EUA. Já em um voo para o Reino Unido o lanche será um scone e chá.

A operadora também serve pastéis árabes e lanches quentes como torta de cordeiro na  executiva. “Nós atendemos a mostra de comida e hospitalidade para entender o que há de novo no mercado”, diz Darren Bott, vice-presidente da Catering Global Food & Beverage para Emirates. “Nossos fornecedores também estão continuamente a olhar para opções inovadoras que podem ser colocadas a bordo.”

Gosto

Dado que suas papilas gustativas são 30% menos sensíveis aos alimentos doces e salgados a 30.000 pés, o sabor também é importante. A americana JetBlue, emprega uma pequena “força-tarefa” de comissários de bordo para provar lanches em altitude. Os comentários são coletados para ajudar a equipe de desenvolvimento de produtos a decidir os lanches.

Fonte: Condé Nast Traveller

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