Nossa experiência no Museu do Apartheid

Após um dia muito bem gasto no Maboneng Precinct, continuamos explorando Joanesburgo. Nossa próxima parada na capital financeira da África do Sul foi no Museu do Apartheid. Uma das principais atrações da cidade, o museu traz informações sobre uma das épocas mais obscuras do país: o Apartheid.

O Museu

A tradução do termo, por si só, já dá uma dimensão do que este período significou para a população sul-africana, em especial aos negros. Apartheid, em tradução livre do africâner significa separação. Mas, ao visitar o Museu do Apartheid é perceptível que essa separação gerou muito mais que uma simples barreira física.

A partir de finais da década de 1970, os negros foram privados de sua cidadania. Serviços básicos como saúde, educação e até mesmo cargos profissionais, foram segregados. Não preciso nem dizer que até hoje milhares de pessoas sofrem as consequências do Apartheid.

O Museu do Apartheid conta toda a história da segregação racial na África do Sul. As informações abordam desde o início do movimento, ainda no período colonial. Ao longo do caminho você aprende como ele foi introduzido como política oficial após as eleições gerais de 1948.

O local oferece sempre uma exposição temporária, no nosso caso sobre a trajetória de Nelson Mandela. Isso sem falar nas fotos, vídeos e artefatos, que oferecem uma verdadeira imersão àquele triste período histórico.

Nossa impressão

Em nossa opinião, cada segundo gasto no Museu do Apartheid foi válido. Apesar de todo o conteúdo ser extremamente pesado, consideramos muito importante que haja este tipo de documentação. Apenas sabendo seu passado o ser humano não irá repeti-lo.

Como tudo isso foi muito recente, já que o Apartheid só teve fim em 1991, suas consequências ainda são muito claras. Isso porque muito das estruturas da África do Sul já foram construídas separadamente. Notamos claramente o contraste entre os “bairros brancos e ricos” e os “negros e pobres”. E assim também foi com várias cidades por que passamos entre as viagens de carro.

Contudo, sempre procuramos ver o lado bom das situações. É claro que as desigualdades levarão anos para serem reparadas. Mas percebemos que entre as novas gerações já não existe essa separação. Preconceitos incrustados começam a se dissipar e aos poucos, pelo menos pelo que observamos em nossa viagem, o ser humano começa a ser realmente humano.

Dicas

Para quem quer visitar o Museu do Apartheid nossa principal dica é: chegue cedo. Fomos logo na abertura e conseguimos ler todas as informações e transitar entre as exposições sem problemas. Mas, logo na saída, notamos que vários ônibus cheios de turistas chegaram juntos, o que com certeza dificulta a experiência dos visitantes. Confira os preços e horários no site do Museu do Apartheid.

Caso você pretenda ir de carro até lá, sem problemas! Há um estacionamento gratuito e monitorado. Se você estiver com tempo sobrando e gosta de parques de diversões, talvez uma boa pedida seja visitar o museu e em seguida o Golden Reef City Theme Park, que fica do outro lado da rua.

Prepare-se para se emocionar, se revoltar com a crueldade do ser humano, mas também para acreditar que ainda há esperança de um mundo melhor, sem preconceitos e nem “separações”.

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