Parque Nacional Kruger: Self-Drive, como é fazer safari sem guia?

Dirigir pelo Parque Nacional Kruger é uma experiência única! Assim que descobrimos que havia a possibilidade de realizar o safari por conta decidimos que faríamos desta maneira. No começo até questionamos a qualidade das estradas e a possibilidade de nos perdemos no meio das trilhas. Mas, conforme fomos pesquisando, sentimos que não era nada tão complicado assim. 

Tentamos nos programar da melhor maneira: alugamos um carro 4×4, estudamos bem as rotas que faríamos dentro do Parque Nacional Kruger e pernoitamos próximo a um dos portões de entrada. Meio caminho andado!

Como funciona o self-drive safari?

O Parque Nacional Kruger é a maior área protegida de fauna da África do Sul. Localizado no nordeste do país, nas províncias de Mpumalanga e Limpopo, faz fronteira com Moçambique. O parque é cortado por diversas estradas, algumas de terra, mas as principais sempre asfaltadas.

Na modalidade de self-safari você pode visitar o parque com seu próprio veículo, ou um alugado (por conta). Ao entrar pelo portão você ganha um mapa e pode percorrer qualquer uma das estradas sinalizadas. Não é preciso nem mencionar que a natureza te acompanha por cada quilometro do caminho.

Não sei se por sorte, todas as estradas que pegamos no Kruger estavam em boas condições. O único cuidado, além de ir devagar e não poluir, é ficar atento às trilhas fechadas. Contudo, sempre que víamos uma, estava devidamente sinalizada, então não é difícil.

Qual portão escolher?

Um ponto que consideramos ideal para ficar satisfeito com o safari é a escolha correta do portão. O parque é enorme e possui diversos portões de acesso. É nestas paradas que você compra suas entradas, que você deve guardar até a saída para controle. Nestes portões você também encontra mapas e é fiscalizado antes de entrar.

Mas qual a importância do portão escolhido? Como o Kruguer é enorme,  possui habitats diferentes. Portanto, dependendo do tipo de animal que você deseja avistar, pode haver um portão que aumente as suas chances. É preciso ler o material informativo no site do Parque Nacional Kruger para ter uma ideia melhor de quais regiões você prefere conhecer durante o tempo que tem.

Você não precisa voltar pelo mesmo lugar que entrou, mas todos eles tem um horário máximo de saída. Por isso, é legal saber quais portões estão dentro da rota planejada. Nossa dica é, se possível, tente chegar um dia antes de se hospedar próximo do seu portão.

É um problema estar sem guia?

Naturalmente, você não irá encontrar tantos animais quanto com um guia. Esses profissionais possuem anos de experiência e conhecem muito do comportamento dos habitantes do parque. Mas, nós saímos bem satisfeitos de lá! Tínhamos total consciência de que poderia ter sido um desastre. Mas, não, foi perfeito!

Encontramos animais desde o início do passeio. Sem contar o nascer do sol, o mais lindo que já vi na vida. Primeiro nos demos conta dos inúmeros pássaros e aves. Quando nos demos conta, já tínhamos sido parados por um grupo de cachorros selvagens no meio da estrada. No meio do caminho encontramos: rinocerontes, girafas, elefantes, hipopótamos, gnus,  búfalos. Presenciamos a briga de impalas e vimos mamães hipo tirando sonecas no sol com seus bebes.

Se é que podemos reclamar, o único ponto negativo foi não ter encontrado nenhum felino. Até cruzamos com um guia (pago, obviamente) que parou para nos dizer aonde os leões estavam. Ubuntu! Mas quando chegamos no lugar, eles já não estavam por lá.

Levando em consideração o valor que pagamos, podemos dizer que, para nós, o self-drive safari foi um passeio de ótimo custo benefício. Contudo, temos certeza que deve ser muito legal saber ao certo o nome de todos os animais e suas curiosidades. Fica por conta do seu tempo e orçamento realizar esta escolha. Lembrando que além dos guias coletivos, você pode contratar um exclusivo para te acompanhar no seu carro. Tudo depende de quanto você pretende desembolsar.

Estrutura

A estrutura do Parque Kruger realmente me impressionou! Ao longo do trajeto paramos em uma das áreas de pic-nic. Encontramos até uma galera fazendo hambúrguer. Só estavam sofrendo com os macaquinhos, praticamente nossos quatis de Foz do Iguaçu.

Todos os banheiros que usei estavam limpos e há uma lojinha, com poucas opções, mas que quebram um galho.Nestas paradas você encontra informações sobre os locais onde os animais foram avistados nas últimas horas. Ou seja, vale a pena parar se você quer muito ver um animal em específico.

Vale a pena ressaltar que o Kruger ainda conta com várias opções de hospedagem dentro de sua área. Até pesquisamos algumas opções, mas como as cidades que íamos conhecer ficam próximas dos portões, achamos que não valeria a pena. É claro que, para quem está com uma grana maior reservada para a viagem, é bem valido pesquisar.

Dicas

Alguns itens são imprescindíveis para visitar o parque: protetor solar, repelente, muita água e lanches. O que nos ajudou bastante foi levar dois binóculos que tínhamos em casa. Se tiver um, coloque na mala!

O horário também é importante. Nós estávamos preparados para estar no portão por volta das 05:00, mas a Sara, do Hhusha Hhusa, nos informou que não era necessário. Segundo  o portão de Malelane não possui grandes filas no inverno e abre apenas 06:00. Este foi o horário que saímos do hotel e foi bem tranquilo, tanto de chegar até lá, quanto de comprar os tickets.

Por isso, antes da viagem confira no site do Parque Nacional Kruger os horários e os preços atualizados. Lembrando que: quanto mais pesquisar, melhor seu safari será. Analise bem sua rota, veja a possibilidade de pernoitar no parque. São muitas as opções!

Não se esqueça de deixar as câmeras sempre preparadas. Tenho certeza que você vai querer eternizar praticamente todos os momentos no Parque Kruger 🙂

 

 

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